Inverno

 

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Quando me perguntam por que gosto do Inverno respondo sempre qualquer coisa melodramática, mostrando ser muito melancólico e sensível.
Algo como: Acho fascinante a decomposição, faz me perceber que devemos aceitar a realidade da finitude humana como um processo natural, marcado por diferentes fases, cujo fim é de facto a decomposição, a morte e, tragicamente, a solidão.

Na verdade, gosto do céu escuro, da revolta da trovoada, da lareira flamejante, do cheiro da lenha rachada, do chá calmo, do cobertor pelos pés. Parece que estou a ser abraçado, protegido da negatividade que rodeia.
Sendo ainda mais honesto não gosto do frio muito menos da chuva.

Gosto sim… do conforto desse carinho.

S. Gonzaga