MedFest Porto 2015: encontro entre o cinema e a Medicina

No passado dia 20 de fevereiro, no salão nobre do ICBAS, decorreu o MedFest, festival de cinema médico, em que foram vistas algumas curtas-metragens, versando temas médicos, sobretudo ligados à Psiquiatria; ética e direitos humanos. Caso não tenhas podido estar presente, a Corino deixa-te um testemunho do que aconteceu, por uma das principais organizadoras, Mariana Pinto da Costa, médica interna de Psiquiatria no Hospital de Magalhães Lemos e Presidente da Federação Europeia de Internos de Psiquiatria (EFPT).

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Painel do MedFest

“Caros colegas e futuros colegas,

Começo por felicitar todos aqueles que contribuíram para que o “Festival Internacional de Cinema Médico – Med Fest Porto 2015” acontecesse pela primeira vez em Portugal.

Este evento foi promovido pela Federação Europeia de Internos de Psiquiatria (EFPT), em colaboração com o Royal College of Psychiatrists (RCP), a Associação Portuguesa de Internos de Psiquiatria (APIP), a Associação Nacional de Internos de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (ANIPIA), a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) e a Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (AEICBAS).

A EFPT representa as associações dos internos de Psiquiatria de mais de 30 países e foi a primeira organização internacional de internos de formação especializada em qualquer ramo da Medicina.

Este Festival Internacional de Cinema Médico acerca da “Globalização da medicina e das civilizações” pretendeu promover uma reflexão para além do exposto pelas imagens e palavras, procurando incentivar a concretização no dia-a-dia da dignidade de todos e da igualdade de oportunidades, para que a saúde global das populações possa ser atingida de facto.

 

No mundo presente, em que a informação circula a grande velocidade, é crucial a lucidez de compreendermos as circunstâncias do contexto global de forma a auxiliarmos os seus intervenientes. Imbuídos do desejo de melhorar a convivência numa sociedade mais solidária, a coragem de todos os que lutam por estes valores impõe a colaboração em iniciativas como a presente.

Espero vivamente que tenham apreciado os filmes e a sua discussão, e que tenha enriquecido aqueles que se associaram, promovendo a reflexão sobre o papel que nos cabe na sociedade atual, como profissionais da Medicina.

Desejo que iniciativas deste género sejam profícuas em aproximar os estudantes de medicina dos internos de especialidade, permitindo o intercâmbio de práticas e saberes e facilitando oportunidades de colaboração futura.

Uma especial palavra de agradecimento ao painel de discussão presente, pelo seu contributo e partilha acerca dos comportamentos presentes na sociedade e com os quais nos deparamos também na nossa atividade clínica: Dr António Roma Torres, Dr Khurram Sidaq, Dr Howard Ryland, Dra Livia De Picker, Dra Mariana Andrade, Dr David Moreira, Alberto Silva e Madalena Ferreira.

Agradeço a todas as instituições que colaboraram na organização deste evento, em particular à AEICBAS, na pessoa da sua Presidente, Sarah Oliveira, a quem recordo a máxima desta nossa escola: “Quem só sabe medicina, nem medicina sabe”

Mariana Pinto da Costa