Invicta

Invicta,

Que estás sempre à sombra. É difícil ao sol olhar para ti, talvez porque sofra a cada entardecer, ao despedir-se da beleza do Douro que te percorre, dos Clérigos que te simbolizam, da gente resiliente, afável e corajosa que por ti deambula. Essa gente que é gente com cara de gente, alma lusitana camoniana.
És corpo e voz da nação, és dor e felicidade dos estudantes. Albergas capas negras, fitas de todas as cores. Aceitas a diferença, enalteces a pluralidade, reiteras pela singularidade. Respirar o teu ar é diferente. É respirar a sofreguidão com que se palmeia Sta. Catarina, é saborear a francesinha, correr pelas ruas antigas do teu coração.
Obrigada por me teres deixado chegar, mas sobretudo por me teres permitido regressar. Deixar-te dilacerou-me a alma. Foi preciso coragem para me deixares voar. Mas amei-te sempre. Mesmo quando aspirei não voltar a ti, eternizei-te no caminho que trilhei.
Obrigada por seres minha e de tantos outros, mesmo quando te deixamos. Obrigada por nunca deixarmos de ser teus.

Sara Meirinhos