Dia Internacional da Mulher

Neste Dia Internacional da Mulher em vez de rosas, oferece respeito:

Pode ser difícil dissociar o Dia da Mulher da sua conotação cor-de-rosa consumista. Enquanto escrevo este artigo, a umas largas horas do dia 8 de março, o meu telemóvel já foi assediado por propostas tentadoras de pizzarias e um sem fim de descontos em perfumarias, lojas de cosmética, roupa e outras que tal. Mas afinal este é o Dia Internacional da Mulher ou uma after-party do Dia dos Namorados?

Desde os primeiros dias do século XX, marcado por marchas, reivindicações e queimas de soutiens, até ao estatuto de mulher moderna, a verdade é que este dia nem sempre goza da popularidade que lhe é devida. Parece-nos mais um dia frívolo, sem importância nem lugar na nossa sociedade moderna, onde ambos os géneros gozam os seus plenos direitos. Mas até que ponto essa é a verdade? Até que ponto nós, mulheres e homens, recebemos igual tratamento e iguais oportunidades?

Mais do que um dia de comércio para as floristas e lojas de centro comerciais, o Dia da Mulher deve ser mais um dia de reflexão, de troca de ideias, mais um marco nesta grande jornada que é a igualdade de género. Este caminho está longe de acabar, todos os dias há mulheres e meninas que sofrem por este mundo fora apenas por serem exatamente aquilo que nasceram para ser – mulheres e meninas deste mundo. Todos os dias, por todo o lado (incluindo neste cantinho ocidental à beira-mar plantado), há atitudes que nos separam enquanto seres humanos de géneros diferentes – podem não ser atitudes tão óbvias e radicais como as que observamos na televisão, mas não deixam de ser atitudes que devem ser notadas e discutidas. A minha proposta para o dia 8 de março de 2015 é que nunca paremos esta discussão, usemos este dia como uma lembrança de uma luta da qual não devemos fugir, como um dia de reflexão do caminho que já percorremos e das vitórias que já alcançamos. Um dia para homenagear as mulheres e os homens que deram a cara esta causa e a todas as pessoas anónimas que sofrem diariamente. Como mulher e estudante universitária, acredito que o nosso meio tem um papel muito importante a desempenhar – vamos mudar a forma como este dia é encarado pela sociedade e oferecer todo o nosso amor e respeito às mulheres da nossa vida – não só no dia 8 de março, como nos 300 e tal dias que o rodeiam.

Deixo uma entrevista à heroína favorita de toda a gente:

 

 

 

Beatriz Neves